Actions

Work Header

Shot through the window

Work Text:

Shot through the window

Autora:  Juliana Alves

Categoria:  Shandy, Romance, little drama, comfort, fluff

Advertências:  Nope

Classificação:  R

Capítulos:  Oneshot

Completa:  [x] Yes [ ] No

Resumo:  E se no episódio Death Warrant (7x08) fosse Sharon quem saísse ferida? E se Andy se mostrasse mais preocupado do que esperado?

Disclaimer:  Major Crimes e The Closer não me pertence e sim ao sem noção do Duff.

Dedicatória:  Esse presentinho especial vai para Andreza. Meu amor, te desejo as melhores coisas da vida, que sua vida seja repleta de muito amor e alegria. E espero que meu presente a anime em meio a tantos contratempos que estamos passando. Feliz Aniversário.


Andy e Sharon foram ir até o restaurante junto com Andrea e Fritz, era mais seguro desse jeito. Depois de analisar o estabelecimento, Sharon achou que a DDA e o agente do FBI estavam muito expostos em frente a grande janela da lanchonete, mas ninguém quis trocar de lugar, então ela ficou ainda mais alerta. Por sorte seus instintos a impulsionou para frente quando os tiros foram disparados e ela conseguiu puxar Andrea antes que as coisas ficassem mais sangrentas.

Enquanto Fritz gritava por ajuda no celular, Sharon correu para o carro com Andy em seus calcanhares, sabendo qual era o carro do atirador ela estava determinada a pegar os bandidos, tinha virado um pouco pessoal. Ela também podia ver os carros da equipe de Brenda e resolver segui-los. E toda sua bravura vinha da adrenalina correndo no seu corpo, disso ela tinha certeza.

"Droga, Sharon, pare o carro". Andy falou freneticamente, nem 30 segundos que ela deu partida no carro.

"O que?" Ela falou confusa e seus olhos continuaram na avenida, seu pé firme no acelerador.

"Você se feriu, Sharon. PARE A DROGA DO CARRO". Ele gritou desesperado, o coração dele estava acelerado enquanto assistia o sangue manchar a camisa lilás dela.

Naquele momento Sharon não soube o que a assustou mais, o grito de Andy ou a consciência da dor em seu lado direito. Apertando o freio ambos foram jogados para frente e ela dividiu a sua atenção em ver o carro se afastar, a dor que sentia e a preocupação de Andy. Respirando fundo ela reorganizou suas prioridades: ela tocou ao redor do ferimento e suspirou ao ver que era artificial.

Então surpreendendo Andy, e a si própria, ela voltou a dirigir. O tenente a encarou estupefato, agora a preocupação se tornando em raiva e ele estendeu a mão para puxar o freio de mão ou desligar o carro, não importava contanto que eles parassem e Andy conseguisse colocar juízo na Capitã.

"Eu estou bem, Andy. É só um arranhão". Ela falou um pouco irritada e girou o volante atrás dos outros carros.

O Tenente não soube o que fazer, apenas assistiu impotente Sharon dirigir o carro e parar logo atrás do de Provenza. Então antes que ele pudesse até falar, Sharon saiu do carro e ele por fim percebeu a situação caótica e foi ajudar o Tenente mais velho que segurava a companheira do atirador.

Pelo canto do olho ele viu Sharon abrindo o porta malas e pegando uma arma. Porque diabos ela pegou uma arma estando ferida? Então o que aconteceu a seguir foi muito rápido, ela falou alguma coisa e atirou, o bandido foi abatido rapidamente, mas Andy não se importava com isso, não quando ela cambaleou para trás por causa do ricochete do tiro.

Percebendo que a situação estava controlada, ele se virou para Provenza um pouco desesperado:

"Olhe... eu preciso levar Sharon para o hospital". O outro Tenente o encarou confuso. "Estávamos na lanchonete e Sharon salvou Andrea, mas se machucou. Eu preciso levar essa cabeça dura antes que ela se machuque ainda mais".

Provenza encarou a Capitã e viu que sua blusa estava manchada, mesmo que o blazer encobrisse a maior parte. Afirmando, o Tenente mais velho o empurrou em direção a ela.

Sharon, no entanto, estava um pouco preocupada agora que a adrenalina estava baixando, ela sabia que o ferimento não era tão grave, mas isso não quer dizer que ela não precisava de ajuda. O ricochete da arma fez o ferimento doer um pouco pior e sua visão começou a ficar escura nas bordas, e talvez percebendo isso, Andy apareceu ao seu lado.

"Vamos, mulher-maravilha" Ele resmungou e Sharon bufou irritada. "Deus nos ajude se você desmaiar aqui". Ele brincou e passou o braço em sua cintura, e a guiou suavemente para o carro.

"Por que? Você não vai me pegar?" Ela falou entredentes quando sentou a dor correu por seu lado direito.

"Eu te pegando em estilo noiva e te carregando desesperado vai denunciar nosso relacionamento". Ele falou com um pequeno sorriso.

"Com medo do julgamento?" Ela disse e fechou os olhos, a dor agora estava irritante. Por que ela teve que ser teimosa?

"Muito pior, com medo de perder você". Ele falou charmosamente e beijou a mão dela que ele não soltou desde que entraram no carro. "E não se preocupe, Provenza vai nos cobrir".

"Me perder? Ainda não entendi". Ela disse querendo se distrair enquanto ele agora assumia o volante.

"Sabendo que você é minha vão querer você".

"Muito possessivo de você, Tenente".

"Disse aquela que ficou com ciúmes porque a mulher me perguntou a hora no supermercado". Ele debochou divertido. Sharon só revirou os olhos.

Por sorte as coisas no hospital foram rápidas, no fim foi apenas um arranhão e Sharon só levou alguns pontos e tomou um analgésico para dor, ela foi liberada com a instrução de repouso. Mas a Capitã era teimosa e eles voltaram para a delegacia e no caminho até o departamento de polícia ela estava ao telefone com Elliot para providenciar alguns documentos para a conclusão do caso de Brenda. Ao entrarem na sala de assassinato, a Vice delegada a encarou surpresa.

"Capitã, imaginei que estivesse no hospital. Você está bem?"

"Estou bem, foi apenas um arranhão". Ela disse com um pequeno sorriso, mesmo que estivesse um pouco abatida. "Aqui o registro de visitas do condado de até duas semanas".

Enquanto as duas mulheres conversavam Andy viu Julio levantar o saquinho de feijão e sorrir, agora muito mais tranquilo em saber que sua amada estava bem, o Tenente se permitiu sorrir e lembrar o quanto durona ela estava atirando no bandido, e quão certeira ela foi, ninguém acreditou que foi um tiro de sorte, Sharon era uma das melhores atiradora da delegacia. Encarando o saquinho na mão do detetive, Andy sabia que mais tarde teria aquela coisa vermelha em sua posse.

Com tudo resolvido, Andy foi até Brenda e pediu o resto do dia de folga, a vice delegada permitiu, ela ainda estava surpresa por descobrir que eles dois eram um casal. Despedindo-se dos demais, ele entrelaçou as mãos com Sharon e a levou embora.

Horas depois, quando ambos estavam confortáveis no sofá, Andy a beijou suavemente e como sempre acontecia as coisas aqueceram rapidamente, mas antes que fosse muito longe, o Tenente acalmou seus toques e se afastou um pouco dela que agora estava ofegante em seu colo.

"O que-?" Ela respirou fundo. "O que foi? Por que se afastou?".

"Não quero machucar você". Ele disse e afastou o cabelo dela que caia nos olhos brilhantes.

"Eu estou bem, Andy". Sharon falou e suas mãos acariciaram os cabelos grisalhos.

"Eu sei, Sharon, mas- você me assustou. Deus... quando vi o sangue... eu pensei...".

"Ei... estou aqui. E estou bem". Ela falou, colou suas testas e fechou os olhos. "Eu estou bem aqui, querido".

Com essas palavras Andy sentiu as emoções do dia finalmente o atingindo e a abraçou apertado, mas tendo cuidado para não a machucar. Suspirando, Sharon o abraçou de volta, ela conhecia bem o medo dele, ela ainda tinha arrepios ao lembrar dele ensanguentado naquela ambulância e da voz dele pedindo ajuda quando a ligou.

"Me desculpe não ter dado tanta importância com o que aconteceu hoje, eu me deixei levar pela adrenalina".

"Só tenha cuidado, está bem?" Ele pediu. Sorrindo, Sharon afirmou e o beijou rapidamente.

"Terei. Agora vamos, precisamos de um pouco de descanso".

Levantando-se, a Capitã o puxou para o quarto e os dois se aconchegaram na cama. Andy finalmente pode respirar aliviado depois de um dia tão emocionante, ele só estava feliz em ter a mulher que amava nos braços. Mas na próxima vez ele ficaria de olho nas janelas, ele não correria esse risco novamente.

Fim