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Inflexão

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“Por quê viemos aqui, Mito-sama?” Sakura indagou a sua mais nova amiga, enquanto ambas caminhavam vagarosamente na direção de entrada do Parque Senju. A rosada recebera vestimentas padrões de ninjas jonnin.

 

 

 

Sakura quis engasgar-se quando dois policiais Uchiha cumprimentaram a Uzumaki com uma reverência formal e ela com um breve aceno. Ver dois membros do clã Uchiha no perímetro da vila em um passeio corriqueiro parecia tão anormal, mas isso lhe trouxe o pensamento do quanto essa normalidade deveria fazer falta a Sasuke.

 

 

 

O último Uchiha deveria ter uma infinidade de parentes que o amavam, tios, tias, avós e avôs, primos em maior quantidade ainda, mais parentes em maior ou menor grau deveriam estar sempre por perto. Segundo ela sabia, da história de Konoha, o Uchiha era um clã rico e numeroso. Provavelmente os avós de Sasuke eram agora adultos de meia idade, talvez Fugaku e Mikoto já tivessem nascido!

 

 

Como seria bom se Sasuke pudesse crescer com um lar que respirava... vida, em todos os sentidos possíveis da palavra.

 

 

A Haruno percebeu os olhares de curiosidade sobre ela. Embora fosse muito ousado para ela ter que se esconder a vista de todos, estar sob a tutela da Uzumaki e dos Sannins Lendários rendeu-lhe proteção e disfarce perfeitos para sua missão.

 

 

 

“Este lugar me traz muitas lembranças boas. Não é todos os dias que tenho a oportunidade de visitá-lo com uma boa companhia como a sua, Sakura...” Sakura sorriu com o comentário e a Uzumaki continuou. “Acredite ou não, temos muito em comum e você me lembra um pouco uma outra amiga.”

 

 

A jovem ficou curiosa. As duas pararam para sentar-se abaixo de uma cerejeira, a qual Sakura lembrava-se de ainda existir em sua época, antes do ataque de Pain à Vila. O lago e o arco da bela ponte, que o atravessava de uma ponta à outra, também evocaram nela lembranças de sua infância. Mebuki e Kizaschi a traziam ali para que ela observasse os kois e se divertisse tentando alcançar as vitórias régias flutuantes à margem.

 

 

Mito e Sakura recostaram-se no banco de madeira com ampla visão da maioria do parque. Jiraiya e Tsunade haviam chegado mais cedo para trazer Nagato, Konan e Yahiko para conhecer o Parque também. Eles podiam ser vistos correndo com outras crianças em uma mistura de cores Uzumaki, Uchiha, Yamanaka, Nara e civis também.

 

 

Aquilo estava estranhamente parecendo um dia de passeio em família para Sakura. Talvez ela devesse aproveitar, pois logo seria atirada em outra guerra. A 2ª Guerra Shinobi foi uma das mais sangrentas e longas da história das cinco nações.

 

 

O Sábios dos Sapos e Tsunade observavam a tudo de perto. Sakura notou com um sorriso sutil a proximidade dos dois no banco em que estavam sentados na outra margem do lago. O inverno havia começado e os arbustos, com azáleas já desabrochando, proviam um colorido lindo aos olhos. O parque todo estava pontilhado com vários tons de rosa, roxo e branco.

 

 

Em admiração, a Konoha-nin percorreu o olhar por todo o jardim e notou com estranhamento um declive tingido de azul atrás de uma estátua de um homem acompanhado de um lobo, ela não se lembrava da existência daquele monumento em sua época, nem na história da construção do parque.

 

 

Mito aguardava pacientemente que Sakura retornasse para ela. Quando a Haruno girou seu tronco e a fitou novamente, a senhora olhava para Jiraiya, Tsunade e as crianças na outra margem. Sakura não sabia bem em qual deles a Uzumaki de fato prestava a atenção, até que a Princesa quebrou o silêncio.

 

 

“Não posso deixar de pensar que a sua presença aqui e o que observo do outro lado do lago é uma conspiração contra a ordem natural, apesar de que parece muito com como as coisas deveriam ser se fossem lógicas”.

 

 

“Talvez, estejamos no caminho certo agora e espero que seja um bom caminho, Mito-sama. Apesar de que Jiraiya-san foi incisivo em me alertar de que minhas ações aqui podem ter mais reflexos negativos do que positivos a longo prazo e isso me assustou”

 

 

“Jiraiya está certo. Tudo está interligado e infelizmente vou soar muito como Madara agora, mas quando tiramos de um lugar para acrescentar em outro, geramos vazio. O vazio também tem consequências. Pessoas que deveriam morrer e são salvas... sua simples existência pode tirar vidas que não se perderiam caso tivessem seguido o curso natural do destino”.

 

 

“Como Madara retornando em minha época?”

 

 

“Exatamente como Madara retornando em sua época” Mito confirmou e Sakura acenou em compreensão séria. “Mas, talvez, Madara apenas estivesse seguindo o curso natural de seu propósito e as vidas que ele tirou também”.

 

 

“A implicação disso é que eu é que sou um atentado à ordem natural...”

 

 

“Você sempre foi” Mito a interrompeu.

 

 

Sakura se sobressaltou em espanto claro, ela esperava muitas coisas como resposta, menos a expressão ‘sempre foi’ dita com tanta convicção associada a ela. Como assim? Sakura estava na época deles a menos de um mês. A moça franziu levemente a testa em confusão.

 

 

“Mas, não é a única e tranquilize-se, não acho que isso seja ruim no todo. Mesmo as coisas ruins vêm acompanhadas de coisas boas!”

 

 

“Desculpe, mas isso não me conforta. Apenas me deixa com medo do que está vindo para nós”.

 

 

“Bom, isso é natural. Mas, não deve travá-la. A sensação de lividez e insegurança pelo desconhecido é, antes de tudo, apenas um instinto de autoproteção que nós shinobi aprendemos a vencer para que possamos tornar as situações a nosso favor. Pense que está reescrevendo a história e tem o rascunho original em mãos. Você não está no escuro, pelo contrário, está mais iluminada do que nós”.

 

 

“E se eu estragar tudo?”

 

 

“Não se pode ‘estragar tudo’. Há uma lei que rege a forma como as coisas acontecem, atribua isso a quem quiser, destino, deuses, Física ou chakra. As coisas acontecerão como tem que acontecer e por piores que a situação seja ainda haverá coisas boas acontecendo...”

 

 

Sakura acenou em compreensão para as palavras de Mito.

 

 

“... Nós Uzumaki somos um clã de crenças místicas, sacerdotes de inúmeros deuses. Eu, pessoalmente, acredito que você tem alguns olhos sobre si e que o quer que a esteja assistindo deseja algo melhor... para nós, pelo menos no quadro geral... e principalmente para você, minha jovem”.

 

 

Sakura não se sentiu confortada, ela preferia ser um pouco mais prática e não fazia seu tipo esperar que alguém ou algo (existindo ou não) fizesse as coisas darem certo. Na verdade, estranhou que fizesse o tipo de algum shinobi, ainda mais da Lendária Uzumaki Mito.

 

 

“Não pense que estou te enrolando e dizendo para que se apoie em uma bengala que logo quebrará. Eu realmente acredito que você está sendo protegida, Sakura. Acredito que você, especial ou não para alguma divindade, está sendo guiada e preparada para coisas grandes e melhores do que as que conhecemos”.

 

 

“Eu espero que seja assim mesmo... Acho que não suportaria o peso de estragar o futuro dos meus amigos, Mito-sama”.

 

 

“As coisas já estão um pouco melhores, não acha?!” Mito apontou para Jiraiya e Tsunade que riam acompanhados de...

 

 

Oh! Sakura ficou espantada. “Orochimaru-sama?!”

 

 

“O próprio” Mito respondeu a indagação da Haruno.

 

 

Ambas não conseguiam desviar o olhar da cena que presenciavam. Os três Sannins riam como se fossem crianças de algo que Yahiko e Konan tentavam explicar a Nagato. Os seis estavam sentados no gramado do parque fazendo uma espécie de piquenique. Orochimaru parecia outra pessoa, ele tinha um sorriso largo e vestia uma yukata de cores vivas... uma mistura de tons de roxo, vermelho e azul. O chakra era de uma aura leve e feliz.

 

 

“Inacreditável” A Haruno pronunciou aturdida.

 

 

“Muito”

 

 

No mesmo instante em que o “Muito” foi pronunciado por Mito, Sakura se assustou quando Orochimaru a fitou de longe. De onde estava sentado no gramado, uma linha reta poderia ser traçada dele até as duas mulheres, a visão de um para o outro era sem impedimentos.

 

 

Sakura previu que as feições dele logo se fechariam ao encará-la, como sempre. Porém ele... apenas a cumprimentou com um aceno leve de cabeça. Nisso todos os demais viraram para a direção delas e acenaram efusivamente para que Sakura e Mito viessem sentar-se com eles. Mito acenou delicada e elegantemente demonstrando que ainda conversariam mais um pouco.

 

 

“O que houve com ele?” A garota perguntou a mais velha.

 

 

“Não sabemos, ao certo, tudo. Mas, ao que parece ele viveu em uma dimensão paralela de tortura por alguns meses”.

 

 

“Deve ter sido como nada visto para provocar todas as mudanças que sinto, até a aura dele mudou... não é encenação, chakra não mente”.

 

 

“Chakra não mente, é verdade” Mito cantarolou reflexiva.

 

 

“Me pareceu que se referia a outra coisa. Há algo que eu precise saber, Mito-sama?”

 

 

“Humph... Muito mais, porém não sei se saberei explicar tudo. Jamais pensei que seriamos assombrados por outro fantasma...”

 

 

A garota nada respondeu por um tempo, não sabia se havia compreendido o que Mito falava. “A senhora poderia ser mais clara, por favor? Todas essas metáforas estão me confundindo, Mito-sama!”

 

 

“Hn, me desculpe. Tsunade era a única consciente quando Jiraiya chegou com Dan e seu regimento... Pelas descrições dela e o que conseguimos que Orochimaru revelasse sobre seu genjutso... não era um genjutso qualquer... era um Tsukuyomi...” Mito suspirou, juntando as mãos sobre o colo. “Era o Tsukuyomi de Uchiha Madara” Sakura arregalou os olhos, com a afirmação da Uzumaki. “’O Espectro do Clã Uchiha’ está mesmo vivo e salvou vocês... ele veio salvar você”.

 

 

“Uchiha Madara... me salvou?”

 

 

Mito meneou a cabeça em confirmação. “Quando você desmaiou criando, por instinto, um invólucro de madeira com seu estilo Mokuton para proteger a si e ao Nagato, os Iwa continuaram seus ataques. No entanto, Madara os matou a todos, a maioria incinerados, de acordo com o relatório de Dan. Essas informações são altamente confidenciais. O mundo ninja não pode desconfiar que Madara vive, ou o pânico enlouquecerá a todos. Já são tempos difíceis não vamos torná-los mais espantosos ainda com a sombra de Madara pairando sobre nós”

 

 

 “Mas, como isso é possível? Madara deve ter em torno de 90 anos agora, não deveria... Kami, assim como os outros da minha época, eu subestimei o poder desse homem. Ele deveria estar em sua caverna sendo alimentado por Gedō Mazō, não derrotando regimentos inteiros ao, literalmente, queimar seu chakra”.

 

 

“O Uchiha, assim como o Senju e o Uzumaki são clãs de notável longevidade e poder. Nossas reservas de chakra costumam ser acima dos maiores níveis da maioria. Em membros sem mistura de sangue com clãs menores ou civis, como é o caso de Madara e Hashirama e o meu também, as reservas de energia vital rivalizam com as bestas de cauda”.

 

 

“Jiraiya-san e Tsunade-sama me explicaram isso quando discutíamos sobre a construção do selo para suprimir o chakra de Nagato e esconder o Rinnegan”  

 

 

“Madara está vivo e pode estar em sua forma mais jovem, não temos como saber se utilizou um henge ou não”

 

 

“Deve ser um henge, em nossa época descobrimos que ele viveu confinado até por volta dos 120 anos e só morreu porque considerou que já havia encaminhado todos os seus planos, do contrário, acredito que por meio da estátua ele poderia ter estendido sua vida um pouco mais”.

 

 

“Jovem ou não, Madara matou todos os Iwa e quase matou Orochimaru. Minha neta nos disse que ele só não matou Orochimaru porque você intercedeu pela vida dele”

 

 

“Eu não me recordo disso...” Sakura desviou o olhar tentando lembrar-se de ter falado com Madara e intercedido por Orochimaru.

 

 

“Naturalmente que não, os efeitos do veneno e do selo sobre você foram demasiado fortes. Foi uma surpresa para mim, para Tsunade e equipe médica que você tivesse suportado tudo e ainda voltado a semiconsciência nas primeiras horas onde as cargas da toxina foram as maiores. Seu chakra irrompeu de suas bobinas em uma onda energizando todo o seu corpo. O duelo da maldição contra a sua nova energia vital foi implacável que lhe causou delírios entremeio aos episódios de maior lucidez. Mesmo assim você teria morrido se não fosse Madara. Quando a maldição encontrou seu selo yin ela começou a se alimentar dele. Quando sua energia vital acabasse, a maldição venceria porque seu selo a manteria por mais tempo ativa e a toxina sendo liberada em cargas ininterruptas. Você pode não gostar da ideia, mas deve a Madara sua vida, Sakura”

 

 

A ninja bufou “Humph, estamos quites então. Em minha época ele me empalou com um bastão de chakra, eu teria morrido se naquele dia não tivesse despertado meu selo”.

 

 

“Justo. O que pretende fazer agora?”

 

 

“Ainda não posso ir até ele, preciso de um selo para Zetsu Negro, ele é muito sagaz e poderoso... preciso me preparar para um duelo filosófico... se minhas visões são uma indicação do que me espera, preciso de coragem. Se tiver de enfrentá-lo, também não quero levar mais ninguém para a morte, então quero treinar e aperfeiçoar minhas habilidades, principalmente agora que recebi o Mokuton de Shodai-sama”

 

 

“Eu começarei os trabalhos com o selo para essa criatura negra e para a sua volta, ou melhor, ida para o futuro. Já tenho algumas ideias de como construirei o primeiro, já o segundo... o pergaminho deste ainda está em branco para mim. Estou pensando em enviar alguns ninjas às ruinas de um dos antigos templos Uzumaki em Uzushio... eu mesmo as selei, talvez lá alguma luz possa ser lançada sobre a questão da viagem no tempo. Já que não temos Minato para nos ajudar com os jutsos de Tobirama, prefiro ir pelos meus próprios métodos.”

 

 

“Eu compreendo”

 

 

Sakura virou-se para olhar para as crianças que corriam pelo parque novamente. Nagato estava muito feliz, tanto quanto os outros dois e sua shishou estava sentada conversando com Jiraiya. Orochimaru havia ido embora aparentemente.

 

 

“Nesse caso...” Mito começou a falar e Sakura fez sinal para que ela esperasse. A Uzumaki ficou curiosa e olhou na mesma direção para a qual a atenção dela voltava-se.

 

 

Sua neta e Jiraiya estavam muito mais próximos do que o normal, Tsunade tinhas os olhos alegres e Jiraiya estava efusivo como sempre, mas não conseguia segurar os sorrisos exageradamente largos e bobos que lançava para a companheira de time. Ambos sentados novamente no banco feito de madeira de cerejeira de anteriormente.

 

 

Aquela cena era de uma calma e luminosidade sem tamanho. Mito e Sakura deleitavam-se na alegria deles quando um sapo verde aparece na visão delas, ele emergiu da margem do lago com uma camélia vermelha presa no alto da sua cabeça. Saltitando, o anfíbio dirigiu-se para os dois Sannins, com um último salto estacionou nas mãos de Jiraiya que já o esperava.

 

 

As duas mulheres sorriram quando Jiraiya sacudiu a flor para livrar-se da água em excesso e depositou a camélia nas mãos de Tsunade. Ninguém precisava ouvir nada para saber que tentativas de dizer algumas palavras doces e tímidas foram feitas por ele naquele momento. Elas apenas viram Tsunade acanhar-se ao receber o presente dele. A loira deveria estar corando com aquela demonstração de afeto.

 

 

Mesmo que o sábio apenas tenha conseguido dizer “São para você” em meio a muitas pausas e algumas palavras cortadas, a cor das flores dizia o que ele não conseguia falar. Jiraiya estava mais uma vez se declarando para a Senju. No entanto, algo havia de diferente: Tsunade sorriu para ele e agradeceu a flor. Ao que pareceu, não houve o menor indício de recusa dela. Apesar de aquilo não significar que ela o correspondia, ao menos não era um não, isso arrancou de Jiraiya um suspiro aliviado e esperançoso.

 

 

A bolha de ‘quase romance’ dos dois foi quebrada quando dois ANBU caíram simultaneamente, um na frente dos Sannins e o outro na frente de Sakura e Mito. Uma mensagem seria entregue provavelmente, Sakura pensou.

 

 

O ANBU a frente delas estava apoiado sobre um dos joelhos e de cabeça curvada em respeito à Uzumaki. A Princesa fez sinal para que ele se levantasse e pediu que se pronunciasse.

 

 

“Hokage-sama ficou sabendo da boa recuperação de Uzumaki Sakura e solicita sua apresentação amanhã de manhã para receber seu relatório. Os Sannins também foram convocados” Pela voz, era uma mulher atrás da máscara.

 

 

“Hai! Estarei lá. Obrigada, ANBU-san!” Sakura o respondeu firmemente esperando que a ANBU não lhe cobrasse nenhum código ou coisa do gênero para testar seu disfarce.

 

Os olhos negros dela brilharam. “Vejo que você é forte e mais esperta do que aparenta, mal posso esperar para testá-la.” Dizendo isso, a ninja deu-lhe as costas e tremeluziu o corpo para desaparecer. Antes, porém, Sakura notou o Fã do clã Uchiha em suas costas.

 

 

Aquilo lhe causou estranhamento porque a kunoichi possuía longos cabelos de coloração roxa vibrante. Jamais imaginaria que ela fosse do mesmo clã de Sasuke. O outro ANBU, que se despedia de sua sensei e Jiraiya, também ostentava o símbolo do clã em suas costas, mas pelos cabelos encaracolados e negros nem precisaria, era inegavelmente um Uchiha.

 

 

A máscara dele trazia a representação de uma coruja albina com tomoes sharingan ao redor do delineado dos olhos, já a máscara da kunoichi que lhe trouxe a intimação era a representação de um tigre branco rajado com listras roxas. Seria ela uma Uchiha de sangue misto? Poucos segundos e aquela mulher a deixou com milhares de perguntas e uma curiosidade insanamente perturbadora. Sakura não entendia por que precisava saber mais sobre aqueles dois, aquele outro ANBU também, ele se foi para junto da mulher de cabelos roxos... talvez namorados? Amigos? A julgar pela postura imponente e sincrônica, muito habilidosos e provavelmente do mesmo esquadrão.

 

 

“Eles são da Yūrei” Mito soprou a informação como se adivinhasse os pensamentos dela.

 

 

“Nani?!”

 

 

“A unidade especial de Dan”

 

 

As palavras da senhora não diziam muito para Sakura, ela vagamente lembrava desse nome da carta do Hokage lida por Jiraiya antes deles irem para o Shikkotsu.

 

 

“Como eles viram você desde o seu desmaio e são confiáveis, Hiruzen os manteve aqui para contatar você, assim os outros ninjas, membros da ANBU ou não, terão menor chance de descobrir sobre o que aconteceu. O resto dos ninjas de Dan não faziam parte da organização, então não questionaram se você está ou não sob ordens do Hokage em uma missão especial”.

 

 

“Vocês confiam no Uchiha?!”

 

 

“Mas, é claro que sim, confiamos naqueles que demonstram ser confiáveis”

 

 

“Quando li os arquivos sigilosos com a permissão de Tsunade-sama, tive a impressão de que a aldeia era extremamente hostil com eles”

 

 

“Não tem sido fácil para Hiruzen conciliar as coisas, há hostilidade dos dois lados e sempre haverá. Mas, imagino que a situação só se tornou insuportável para eles nos últimos anos que antecederam o ataque da Nove Caudas, sendo este o marco de sua insatisfação. Tsunade me repassou tudo que você contou a ela e com base nisso, acredito que podemos dobrar nossos esforços diplomáticos para mudar as coisas entre Konoha e o Uchiha ... Hashirama se entristeceria se perdêssemos essa oportunidade ”.

 

 

“Sim, eu imagino que sim”.

 

 

“Mas, uma coisa de cada vez. Agora precisamos de uma história convincente para você, Uzumaki Sakura ”