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Inflexão

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Desfazendo os selos de mão o albino imediatamente virou-se como os dentes trincados em direção ao seu irmão mais velho. “Anija, o que você estava tentando fazer?!”

 

 

“Uh... eu? Porque você sempre acha que eu estou fazendo algo errado, Tobi?”. Hashirama falou, mostrando grandes olhos brilhantes e um beicinho proeminente.

 

 

“Tsc”

 

 


 

Gotas geladas atingem seu rosto com força. Está dolorido, mas ela só acorda quando seu rosto começa a ficar encharcado e a água entra em seus olhos. Ela os abre e a primeira coisa que ela consegue ver é que acima de si está uma grande árvore. Obviamente é um dia chuvoso, mas a claridade indica que pode estar em alguma hora do meio da tarde.

 

 

Sakura apalpa abaixo de si e sente o chão lamacento e uma grama rala. Ela tenta mexer o tronco, mas sente-se dolorida como se tivesse sido espancada por sua sensei num dos treinos mais pesados que já tivera.

 

 

‘Acho bom não me movimentar demais, por enquanto. Preciso diagnosticar meu corpo e meus caminhos de chakra para me certificar de que não houve dano ou haverá efeitos colaterais desse jutso de transporte’.

 

 

Então, ainda estirada no chão, ela resolve olhar para os lados para poder analisar os arredores para saber se estava num lugar seguro e se teria tempo para seu exame e cura.

 

 

Seus ouvidos, providos de chakra, estão afiados para captar qualquer coisa, mesmo através do barulho ruidoso da chuva que está engrossando na floresta.

 

 

Tão diferente do clima de Konoha... seria esta Amegakure?... Quão longe ela foi lançada? É preciso investigar.

 

 

Ela percebe que está à beira de uma trilha e não consegue identificar mais nada do ambiente porque, ao longe, vozes misturadas estão se aproximando. Ela precisa mover-se.

 

 

Com grande esforço e com todos os seus músculos gritando ela salta para a copa da grande árvore, escondendo-se entre as folhas e mascarando seu chakra. Ela pensa mais um pouco e resolve adicionar sobre si um genjutso de duas camadas.

 

 

“Esqueça isso, Tsuna. Já desviamos muito do nosso caminho. Estamos procurando a meia hora e nada. Vamos voltar para nossa base.”

 

 

“Cala a boca, Jiraya! Eu já disse que preciso verificar isso. Eu sei bem o que senti...”

 

 

Não pode ser. De cima da árvore, ela estremeceu com as vozes e os nomes naquela conversa.

 

 

Eles vieram caminhando devagar. Sua sishou abrindo caminho pela vegetação baixa até que pararam bem a baixo dela. Orochimaro também.

 

 

Como eram jovens... Sakura reconheceu os uniformes de batalha. ‘Inacreditável! Os Sannins juntos... Kami, quão longe fui jogada no tempo? Isso deve ser ... o quê? ... durante a 2ª Grande Guerra?'

 

 

“Deuses, meus belíssimos cabelos vão demorar uma era para secar. Você terá de fazer isso por mim como retribuição hein, Tsuna.”

 

 

Sakura mau mantendo-se em cima de seu galho teve que segurar uma risada em seu peito. Fazendo suas costelas doloridas inflarem. Ela apertou bastante a boca e fechou os olhos por um instante. Eles eram muito engraçados em seu tempo.

 

 

“Se pelo menos você usasse aquela porcaria de modo sábio pra algo útil, Jiraiya!”

 

 

‘Merda!’ Ela quase se desequilibrou com a ideia de sua mestra. Jiraiya pareceu pensar na possibilidade e Sakura se viu encurralada.

 

 

‘O Modo Sábio tem alcance de quilômetros. Este meu genjutso não será nada e estou incapacitada para fugir. Kami não permita!’. Ela orou baixinho, escondendo-se.

 

 

“Eu não acho que seja realmente preciso gastar meu chakra sábio para encontrarmos uma irmã de Konoha ferida. Afinal, porque ela se esconderia de nós não é, Tsuna?! Orochimaru?!”

 

 

Sakura que agora segurava um dos braços dormentes, congelou ao ouvir a frase e quando piscou os olhos mais uma vez, viu-se com três kunais apontadas para sua jugular. Jiraiya diretamente a sua frente, Orochimaru acima dela do lado direito e Tsunade ao seu lado esquerdo um pouco abaixo. Os três fitando-a sérios.

 

 

A ninja ficou pasma, tudo aconteceu num piscar de olhos. Ela não tinha palavras e sua boca se abriu um pouco. Seus olhos piscando encarando Jiraiya que de sério passou a abrir um sorriso em alguns segundos para ela. No entanto, nenhum deles afrouxou o aperto das armas em sua garganta.

 

 

“Ora, veja Tsuna como toda a garota com bom senso cai de amores e fica sem palavras para Jiraiya!... O ninja mais bonito e esplêndido de Konoha!”

 

 

Tsunade revirou os olhos com isso. “Identifique-se!” Orochimaru sibilou em seus ouvidos, como a cobra que era.

 

 

Sakura piscou os olhos e fechou a boca. Deu um profundo suspiro buscando ar para clarear suas vistas e sua mente que ficou nebulosa de espanto.

 

 

Porém, isso não evitou que seu coração acelerasse. O que ela diria? Droga seu primeiro objetivo que era a discrição já estava indo miseravelmente pelos ralos.

 

 

Ter que convencer esses três a acreditar nela parecia tão improvável quanto convencer Madara. ‘Kami, a sorte do time 7 me seguiu através do tempo’.

 

 

Ela não pode evitar tremular sua voz ao responder e a dor por todo o seu corpo não colaborou muito também. “Eu... Eu... sou Sakura”.

 

 

Jiraiya sorriu. “Ora, você pode fazer melhor que isso, querida. Fale mais sobre você!”

 

 

“Hmph! Ela não vai sair com você, Jiraiya! Seu tarado!” Tsunade riu alto.

 

 

“Esqueça eles. Olhe para mim, garota. Agora, Identificação completa!” Orochimaru chamou sua atenção.

 

 

Com as batidas cardíacas rítmicas novamente, Sakura formulou sua única estratégia possível.

 

 

“Sou Haruno Sakura, Orochimaru-sama. Ninja médica de Konoha de um tempo muito a frente ao seu...”. Talvez o respeito funcione? Esse homem ainda lhe causava arrepios.

 

 

Ela fez uma pausa esperando que ele suavizasse suas feições, mas sua demonstração de respeito pareceu não surtir nenhum efeito com ele. A ninja deviria saber, era Orochimaru, afinal. Então, relutantemente, ela decidiu acrescentar “... Eu posso provar”.

 

 

O ninja não teve chance de responder, pois foi imediatamente interrompido pela voz feminina mais intimidante que ela conhecia. “Não é necessário.” A kunai de Tsunade foi abaixada e a de Jiraiya afrouxou em sua garganta.

 

 

A kunai de Orochimaru, por outro lado, permaneceu firme. “Tsunade, não seja ingênua.” Ele disse sem tirar os olhos de Sakura por um segundo sequer.

 

 

 “Você disse que pode provar, Sakura. Como?” Jiraiya cantarolou para ela.

 

 

“Me pergunte qualquer coisa, Jiraiya-sama!” 

 

 

Jiraiya percebeu a firmeza em seu olhar e em sua voz. O sábio pareceu refletir por algum tempo. “Muito bem, quem sucederá o velho Hiruzen como Hokage?

 

 

‘Merda’ Sakura pensou ‘Tinha que ser logo isso? E agora? Não posso sair dessa sem causar desavença entre eles e mais uma vez dificultar minha missão’.

 

 

A kunoichi médica não mudou em seu olhar, pelo contrário, colocou o máximo de determinação que pode nele para mudar de assunto “Pergunte outra coisa.”

 

 

Jiraiya olhou curioso para ela e Orochimaru estreitou seu olhar, desconfiado do motivo de sua evasão. A pergunta era apenas um devaneio produto da rivalidade infantil de Jiraiya por ele. Sendo assim, praticamente um bônus destinado unicamente a libertá-la ao saciar sua curiosidade. Claro, estrategicamente, baixando sua guarda e abrindo passagem para mais perguntas depois.

 

 

A resposta era basicamente irrelevante para o futuro já que todos sabiam que Orochimaru ou Jiraiya eram os candidatos considerados. A moça apenas teria de justificar os motivos do Sandaime para sua escolha e tudo estaria bem se ela fosse convincente.

 

 

Então, que mal haveria em respondê-la? A menos que essa informação fosse um ponto sensível na linha do tempo. Essa possibilidade deixou o invocador de serpentes intrigado.

 

 

Tsunade, porém, não vacilou em sua posição, mas olhava para Sakura por entre os cílios aparentando algum tipo de reconhecimento de sua motivação para mudar de assunto. Ela suspirou e então decidiu interferir.

 

 

“Eu disse que não era necessário você provar, mas para eles (pelo menos para Orochimaru), você precisará. Que tal explicar a eles como se tornou minha discípula, Sakura”.

 

 

Parece que por essa ninguém esperava, tanto Sakura quanto Jiraiya e Orochimaru estavam espantados com o que Tsunade disse. A Princesa Lesma sorriu brilhantemente para ela, tocando seu próprio selo yin.

 

 

‘Oh! É isso, então, meu selo!’ Sakura sorriu em retribuição para ela pegando a dica que a ajudaria a se safar no último momento. ‘Porque não pensei nisso antes?’.

 

 

 “Respeitosamente, preciso salientar que meu selo yin seria prova mais que suficiente da minha ligação com minha shishou, atualmente sua parceira de equipe. Esse jutso pertence só a ela como vocês sabem. Mas, vou satisfazer a curiosidade de vocês dois senhores respondendo à pergunta de Tsunade-sama. Ela me aceitou como sua discípula depois que foi empossada Godaime Hokage de nossa aldeia. Meu time genin precisava de mim e eu não queria ser mais um fardo para eles. Tsunade-sama viu minha determinação e por isso aceitou treinar-me tornando-me uma das melhores médicas de combate de nosso tempo”.

 

 

A kunai de Jiraiya imediatamente baixou de seu pescoço e ele virou para Tsunade sorrindo brilhantemente. “Godaime Hokage... Eu não esperava menos de você, Tsuna. A essa altura já teremos o que?... uns três menininhos? Quem sabe mais uma menininha... o que você acha!”

 

 

Tsunade estava perplexa com as palavras de Sakura assim como Orochimaru. “Você claramente recorreu a bajulações para encobrir suas mentiras. Vou matá-la aqui mesmo” A língua de cobra de Orochimaru estava saindo de sua boca por entre as presas ameaçadoramente.

 

 

“Não ouse tocar em minha pupila Orochimaru” Tsunade apontou sua kunai na direção da serpente.

 

 

“Chega disso, a menina está ferida. Vamos para nosso abrigo para que você possa curá-la, Tsuna. E depois vamos começar a planejar os detalhes da nossa lua de mel. Vai ser quente, você pode acreditar, meu amorzinho” Jiraiya piscou para Tsunade e em seguida voltou-se apertando o braço de Orochimaru para força-lo retrair-se da garganta de Sakura.

 

 

Orochimaru soltou uma espécie de silvo descontente e saltou da árvore. Jiraiya virava-se para fazer o mesmo quando Tsunade o acertou na nuca com um tapa jogando-o do alto para o chão. Um baque que pareceu quebrar alguns ossos foi ouvido por Sakura.

 

 

“Idiota!” Tsunade gritou de cima do galho para o ninja contorcendo-se no chão com gemidos doloridos. “Vamos, Sakura. Você precisa de cura e descanso, depois explicará o que o chakra do meu avô está fazendo em você”

 

 

“De que jeito a senhora descobriu?”

 

 

“Eu sei. Foi assim que te localizei. Não me esconda nada. Isso é importante para mim e para aldeia também. Vou te proteger, você tem minha palavra.”

 

 

“Eu prometo, shishou!”

 

 

Tsunade lhe deu as costas “Ótimo! Então, vamos suba, vou carregá-la. Não posso deixar aqueles dois sozinhos por muito tempo... quem sabe se não queimarão nosso esconderijo desta vez?”

 

 

“Shishou!”

 

 

Tsunade virou-se lhe fitando. “Sim?”

 

 

“Eu preciso conversar com a senhora em particular e com cada membro de seu grupo. Mas, precisarei que me ajude a pensar em como abordar Orochimaru-sama. Na verdade, não me sinto segura de fazer isso sozinha, talvez se a senhora estiver ao meu lado seria melhor... por favor?!”

 

 

“A questão com Orochimaru é assim tão sensível que alguém com o seu espírito se acovarda?”

 

 

Sakura acenou em confirmação.

 

 

Tsunade suspirou em decepção e fez-lhe sinal para que subisse em suas costas. “Então minhas intuições sobre ele estavam certas, afinal”.  Sakura subiu e elas começaram andar. No passo normal para poderem alongar a conversa.

 

 

“Infelizmente, shishou”.

 

 

“Jiraiya nós podemos afastar facilmente, mas Orochimaru é muito astuto. Nos arranjar tempo de fato sozinhas será muito difícil... e há muitos ninjas desonestos e inimigos a solta... Eu vou pensar em algo. Por hora mantenha-se perto de mim ou de Jiraiya” Tsunade pareceu imersa em pensamentos enquanto Sakura avistava os dois homens andando mais a frente.

 

 

Orochimaru tinha uma porção de seu perfil virada sutilmente para trás, enquanto fingia prestar atenção ao que Jiraiya falava. Contudo, nada mais foi dito pelo caminho, que ele pudesse ouvir.

 

 

Sakura imaginou que Tsunade também percebeu que estavam sendo ouvidas.

 

 

Sim, a cobra estava atenta aos seus passos, Sakura concluiu. Mas, uma ideia lhe surgiu que poderia ajudá-la a matar dois coelhos com apenas um golpe. Assim que a serpente infame pareceu desviar a atenção delas, ela decidiu sugerir a sua sensei para que invocasse Katsuyu assim que possível.

 

 

Dessa forma elas poderiam verificar o status de seu contrato e pedirem para serem invocadas no Shikkotsu. Lá elas poderiam de fato estar sozinhas sem Orochimaru para lhes vigiar. Tsunade gostou da ideia e prometeu que encontraria o momento oportuno.

 

 

[...]

 

 

Quando finalmente chegaram à base da equipe, Sakura percebeu que o abrigo dos Sannins se constituía de uma caverna oculta por uma espécie vegetal que a médica não conhecia, mas que Tsunade afirmou não possuir nenhuma propriedade relevante nas artes curativas. Uma vez lá dentro, a Princesa das Lesmas a recostou na parede sentada no chão da caverna e iniciou seu diagnóstico e cura.

 

 

Orochimaru encarava Sakura com visível suspeita e animosidade. Jiraiya olhou de um para o outro e coçando a cabeça mencionou que aproveitaria que a chuva cessou parcialmente e desceria para o rio próximo para tomar banho e trocar as roupas molhadas. Depois as ‘damas’ poderiam fazer o mesmo e que ele não se importaria, de forma alguma, em guardá-las enquanto se banhavam.

 

 

É claro que Tsunade lhe deu um olhar raivoso e ameaçou bater-lhe novamente se sequer saísse da caverna enquanto elas se banhavam. Orochimaru pareceu não estar prestando atenção em nada e apenas iniciou uma fogueira já retirando os utensílios e ingredientes para o que pareceu uma sopa generosamente nutritiva e pouco calórica.

 

 

Algum tempo de silêncio se passou entre eles, mas o clima com Orochimaru permaneceu visivelmente gélido e tenso. Jiraya voltava de seu banho e a sopa que o futuro nukenin cuidava começou a cheirar muito bem.

 

 

A sessão de cura de Tsunade já tinha aliviado grande parte das dores da discípula de Tsunade e sua mestra mencionou que seu ‘chakra especial’ não teria dificuldades em concertar o resto. Orochimaru estreitou os olhos sem que elas tivessem visto e saiu da caverna em direção ao rio, pedindo antes a Tsunade que terminasse a refeição que comeriam em breve.

 

 

Alguns minutos se passaram e Sakura encontrava-se ainda recostada a parede com os olhos fechados enquanto Tsunade a sua frente mexia o delicioso cozido. Foi então que Jiraya interrompeu as suas divagações também recostando-se a parede em sua frente, exatamente no lugar onde a serpente estivera anteriormente. Abaixo dele havia agora um futon já desenrolado. Sakura desejou muito poder deitar-se nele de tão fofo que lhe pareceu. Mas seu descanso estava longe de ser possível se dependesse do Sábio dos Sapos. “Então, Sakura... viagem no tempo hein!?... Você deve ser mesmo um gênio para tal. E por esse chakra girando aí suspeito que muito poderosa também, estou correto?” Ele falou distraidamente.

 

 

Os olhos de Sakura ainda fechados tremeram sutilmente e ela ajeitou sua postura. ‘Ele está me testando. Será que não acredita em mim ou é apenas curiosidade?’ Ela abriu os olhos já na direção de Tsunade em uma espera muda de aprovação para falar e Tsunade encolheu os ombros sinalizando que a decisão era dela em falar ou não sobre.

 

 

“Não sou nenhum gênio Jiraiya-sensei, nem muito menos cogitei que uma viagem no tempo fosse de fato possível. Mas gênios são os que me enviaram para cá e isso responde sobre o chakra do qual falas. Esse é o chakra de Shodai Hokage...” Ela fez uma pausa acenando em confirmação para Jiraya que pareceu pasmo. “Sim, eu sei ele é do passado, mas será forçado a participação em nosso futuro caso não mudemos alguns fatos agora. Não só ele, mas o senhor Segundo, o Terceiro e o Quarto também.”

 

 

“De quantos anos a frente você é, Sakura?”

 

 

“Estimo em torno de 40 anos... talvez mais, talvez menos, senhor”.

 

 

Jiraiya pareceu entristecer. “Então, você está dizendo que em menos de 40 anos não só Sarutobi-Sensei, mas o futuro Yondaime já terão morrido?” Tsunade deixou cair a longa colher que utilizava para agitar o caldo.

 

 

“Sim, Jiraiya-sama. Na minha época Tsunade-shishou, como eu disse, já era Hokage a alguns anos”.

 

 

“Por Quê? Eu não me vejo aceitando um cargo como esse e tenho certeza de que muitos outros ninjas seriam mais qualificados. Quanto ao Yondaime, o que aconteceu com ele? Não me diga que Dan ou Jiraiya?...” A preocupação tornou-se visível no rosto de Tsunade.

 

 

“Interessante ela não citou Orochimaru, será mesmo que ela já desconfia dele?” Inner inquiriu com um dedo em sue queixo. Sakura não a respondeu, mas fez uma nota mental para essa observação de sua outra personalidade. ‘Quem diria, você pode ser útil quando quer!’. “Eu sou sempre útil, meu bem!” Exteriormente a médica rosa suspirou sabendo que não conseguiria evitar essa conversa com Tsunade e Jiraya, por mais que tentasse. Pelo menos a serpente não estava ali... Ou assim ela pensou. “Eu evitaria a todo custo o contato com vocês se pudesse, justamente pelo que está acontecendo agora.”

 

 

“Agora você entende todas aquelas histórias sobre viagens no tempo. Essa curiosidade pelo futuro pode ser de fato prejudicial a sanidade!” Inner soprou em seu ouvido. ‘Há! Alguém que tem uma dupla personalidade soprando em seus ouvidos não pode exatamente falar sobre o que é sanidade’. Sakura deu-lhe as costas. ‘Vou ter que abrir o jogo com eles. O mal já está feito.’

 

 

“Não há uma forma melhor de dizer o que preciso dizer. Mas por favor não se abalem, fui enviada para mudar as coisas e imagino que poderei contar com sua ajuda. Então por favor lembrem-se que nada disso aconteceu ainda. Portanto, temos esperança!” “Nossa, até Naruto seria mais persuasivo que você agora. Estou decepcionada, Sakura”. ‘Cala boca Inner! Estou fazendo o melhor que posso. Não vê que não pude me preparar para isso? Eu não deveria ter contato com eles... Eu nem fui mandada para a época certa. Que diabos! Se não vai ajudar, ao menos pare de me criticar!’. “Ok, desculpe!”

 

 

“A rosinha está certa. Fique calma, Tsunade. Veja, no meu caso, eu posso morrer no futuro, mas não há hipótese em que eu aceitaria ser Hokage isso não é para mim!”

 

 

“Sim, mas e Dan? O que acontece com ele, Sakura? Ele ao menos realizará seu sonho de ser Hokage?”

 

 

“Na minha linha do tempo, não, Tsunade-sama. Mas eu sei como as coisas vão acontecer então podemos salvá-lo. Juntas nós demos suporte a pelo menos 3 mil ninjas ao mesmo tempo executando o nosso selo e isso enquanto batalhamos. Não há como perdermos Dan! E sobre o Yondaime ele será discípulo de Jiraya-Sama, seu nome é Namikaze Minato, ele morreu salvando Konoha de um ataque da Nove Caudas orquestrado por um ninja que dizia ser Uchiha Madara.”

 

 

“Kami! É muito para um único dia” O Sábio dos Sapos apertou a ponta do nariz com uma das mãos. A preocupação tornou-se visível pela tensão em seus ombros e nas linhas endurecidas de sua face.

 

 

“Nós o salvaremos também, Jiraiya-sama!... E você verá o menino da profecia nascer!” Sakura tentou confortá-los, mas uma ponta de insegurança a machucou no íntimo. E a próxima frase do Ero-Sennin foi a pedra que derrubou seu entusiasmo.

 

 

 “Você falou em profecia. Elas existem por uma razão. Destino é destino. O tempo não é algo que os seres humanos possam manipular sem consequências, menina”. Jiraiya levantou-se em seguida saindo da caverna. “Eu preciso pensar”.