Actions

Work Header

Life is meant to be fun

Work Text:

Life is meant to be fun

Kathy estava irritada com seu chefe; como ele a rebaixou a isso? Era certo que sua última reportagem não foi tão boa, mas o que ela poderia fazer? Escrever sobre porcos não era tão empolgante, e agora ela teria que escrever sobre parques de diversões? Ela odiava sua vida!

E com esses pensamentos negativos ela começou a vagar pelas inúmeras barracas de divertimentos ou era para ser isso. Como alguém poderia achar esse parque divertido? Não havia tantas coisas aqui: um carrossel, uma roda gigante, uma pequena montanha russa e muitas barracas.

Suspirando, Kathy foi atrás de alguma coisa interessante, mas não tinha nada. Estava colorido, isso ela não podia negar, era final de tarde e o sol estava se pondo, era uma boa vista se você se aproximasse da beira mar. Mas isso não era o suficiente para escrever um artigo para o jornal.

Contudo, ela teria que fazer um esforço ou seu chefe a colocaria na edição de esportes; e ela detestava esportes. Suspirando, Kathy resolveu olhar por outro ângulo... Por que as pessoas vinham a esses parques? Por que parecia tão divertido? Talvez os brinquedos ou as barracas, mas ela acreditava que era principalmente a comida. Deixando de lado todo o aborrecimento, ela sorriu ao sentir o cheiro da infância: o cheiro de pipoca e cachorro quente, assim como o cheiro de maçã do amor e lavanda.

Lavanda?

Kathy olho ao redor com o cheiro doce, mas desconhecido. Ela então se deparou com um casal passando por ela, nada estranho nisso, mas algo chamou sua atenção. O casal estava na faixa etária errada em estar ali, não a entendam mal, mas era que em sua cabeça apenas adolescentes e famílias com crianças visitavam esse local. Não um casal mais velho, principalmente parecendo tão confortáveis num ambiente tão barulhento.

E mesmo assim, ali estavam eles. A mulher era bonita e elegante, estava vestida de forma casual: uma calça jeans, uma blusa simples lilás e um cardigã bege; e ela calçava um tênis branco. O homem que estava de mãos dadas com ela também chamava atenção, ele era charmoso e tinha um sorriso provocante nos lábios enquanto sussurrava algo no ouvido dela. Ele estava vestido tão casual quanto ela. Ambos estava com sorrisos grandes nos rostos, como dois adolescentes.

Discretamente, Kathy se aproximou deles, ela estava curiosa agora, o que levaria um casal como eles a irem em um parque de diversão tão simples. Seria um encontro? Ou eles só queriam mudar a rotina? Tantas perguntas que ela queria fazer, ela poderia pedir uma entrevista, mas não queria atrapalhar.

Se sentindo uma stalkear, Kathy seguiu o casal por todo lugar, eles estavam felizes e aproveitavam cada barraquinha como se fosse uma peça de museu. Não demorou muito para eles pararem para um lanche e a jornalista sentou por perto, longe o suficiente para não ser vista, mas perto para ouvir.

“Está se divertindo, Sharon?” Kathy ouviu o homem perguntar.

“Mas do que em anos, foi uma ideia boa vim aqui”. Sharon falou com alegria. “Agora me diga, Andy, quem te deu a ideia?”

“Ei--- eu tive a ideia”. Andy pareceu ofendido, mas ainda tinha um sorriso no rosto.  E o olhar estreito de Sharon o quebrou rapidamente. “Tudo bem! Foi Rusty, mas aparentemente Nicole e Emily o incumbiu de passar a mensagem”.

“E eu pensando que eles iriam parar de se meter nas nossas vidas”. Ela revirou os olhos divertidas.

“Acho que eles têm um passe livre”. Ele deu de ombros. “Nós demoramos muito em admitir que nos amávamos”.

Kathy se esticou um pouco para ver as reações da mulher e terminou sorrindo quando viu o olhar suave que a mulher estava dando a ele. Eles se beijaram rapidamente e voltaram a passear pelo parque. Algum tempo depois o casal parou na barraca de tiro ao alvo, os dois se encaram com sorrisos predatórios, e a jornalista ficou um pouco confusa com a interação.

“Então, que tal um desafio?” A provocação na voz dele era perceptível. “Se eu conseguir acertar tiros suficiente para pegar o maior prêmio, eu tenho o direito de fechar as cortinas do escritório na próxima vez que eu precisar falar com você”.

Kathy teve que segurar o riso com a insinuação clara na voz dele. Até agora ela tinha algumas informações pertinentes, eles eram um casal que só recentemente assumiram o romance, trabalhavam no mesmo local e estavam a alguns tiros de distância de fazerem sexo no escritório. Kathy começou a achar dia promissor.

“E o que eu ganho em troca?” Provocou a mulher.

Kathy encarou a mulher um pouco surpresa, o que ela ganhava em troca? Uma sessão de amasso no escritório não era o suficiente? A jornalista ficou um pouco ofendida em nome do homem, mas quando viu o olhar brilhante do homem, ela sabia que tinha muito mais por trás disso.

“Eu prometo ser um bom menino”. Ele quase sussurrou e a mulher mais jovem teve que fazer um esforço para ouvir e não ser pega no flagra.

“Eu gosto disso”. E sem esperar mais tempo os dois compraram o ingresso e receberam as armas. Na contagem do dono da barraca, os dois atiraram com precisão clínica e até profissional, como se fizessem isso constantemente.

Contudo, por mais preciso que fosse, o homem perdeu o prêmio por um tiro e foi cativante ver a mulher dar pulinhos de vitória enquanto recebia um grande urso de pelúcia em seus braços.

“Isso foi trapaça...”. Ele resmungou, mas ninguém estava comprando já que ele tinha um pequeno sorriso no rosto.

“Não seja um mal perdedor, Andy”. Ela o beijou com ternura. “E você deveria saber melhor ao desafiar a melhor atiradora da LAPD”.

“Sim, sim--- você está certa. Acho que vou ter que cumprir o acordo, não é, Capitã?”

“Oh... com certeza”. Ela se deixou envolver pelos braços fortes deles. “Você vai ter que se comportar. Ser um bom menino para mim”.

“Eu vou ser um bom menino”. Ele disse e a beijou.

Com isso, Kathy desviou os olhos e se afastou dali, pois toda aquela conversa a estava deixando muito quente e diferente da Capitã ela não tinha ninguém para ser seu bom menino. Agora com um humor muito melhor depois de acompanhar aqueles dois pelo parque, ela andou mais um pouco para descobrir se tinha mais coisas que chamasse sua atenção. Entretanto, nada tirou o casal de sua mente, pela conversa que tiveram ficou claro que eles eram policiais e totalmente diferente do que ela imaginava. Eles pareciam ser divertidos e despreocupados com a vida e não sério como seu pai costumava ser.

E talvez a força de seus pensamentos a levou diretamente a eles, que agora estavam no carrossel, Sharon sentada em um cavalo com o urso de pelúcia ao seu lado e Andy em pé diretamente na frente dela, ambos soltavam gargalhadas de vez em quando e pareciam não se importar com o mundo.

Com uma imagem tão doce de assistir, Kathy foi embora sabendo o que escreveria, o quanto era importante apreciar as pequenas coisas. Até porque a vida foi feita para ser divertida.

Fim